VelaFi, uma empresa de infraestrutura financeira baseada em stablecoin sob a Galactic Holdings, levantou US$ 20 milhões em uma rodada da Série B para apoiar a expansão de seus pagamentos empresariais e serviços de liquidação na América Latina, nos Estados Unidos e na Ásia.
De acordo com o anúncio de segunda-feira, a rodada foi liderada pela XVC e Ikuyo e eleva o financiamento total da empresa para mais de US$ 40 milhões.
Fundada em 2020, a VelaFi fornece infraestrutura de pagamentos que conecta sistemas bancários locais, redes globais de transferência e protocolos stablecoin. Seus serviços incluem rampas de entrada e saída fiduciárias, pagamentos transfronteiriços, fluxos de trabalho cambiais e operações de tesouraria multimoedas, que são oferecidos por meio de sua plataforma e via APIs.
A empresa disse que o novo financiamento será usado para apoiar a expansão geográfica e os esforços de licenciamento, bem como para desenvolver ainda mais a sua infraestrutura de pagamentos e liquidação para uso comercial transfronteiriço.
Fundada em 2020, a VelaFi construiu suas primeiras operações na América Latina antes de se expandir para os Estados Unidos e a Ásia.
Em outubro, a empresa entrou no mercado japonês e anunciou que participará como coorganizadora da Stablecoin Settlement Association, iniciativa que visa modernizar a infraestrutura de financiamento comercial do país.
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Inflação e remessas impulsionam adoção de stablecoin na América Latina
Embora a VelaFi se concentre em pagamentos empresariais de stablecoins, o uso de stablecoins no varejo também se expandiu na América Latina, impulsionado pela inflação persistente e pela dependência da região em relação às remessas.
De acordo com um relatório da Chainalysis, as compras de stablecoins representaram mais da metade de todas as compras de câmbio envolvendo peso colombiano, peso argentino e real brasileiro de julho de 2024 até o final de junho de 2025.
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galipolo, disse em fevereiro de 2025 que as stablecoins dominam a atividade criptográfica doméstica, estimando que cerca de 90% das transações criptográficas estão vinculadas a tokens atrelados ao dólar.
Ao mesmo tempo, o interesse institucional na região continuou a aumentar. Em novembro, a Tether, emissora da maior stablecoin por capitalização de mercado, investiu na Parfin, uma empresa com sede em Londres e no Rio de Janeiro, em um movimento para expandir o papel do USDt (USDT) no mercado institucional de ativos digitais da América Latina.
Apesar da crescente adoção de stablecoins em toda a região, alguns bancos centrais expressaram cautela. O banco central do México afirmou recentemente que as stablecoins podem representar riscos para a estabilidade financeira, apontando para o seu rápido crescimento, aumentando as ligações ao sistema financeiro tradicional e as lacunas regulamentares que podem permitir a arbitragem e amplificar a tensão no mercado.
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Fonte :Cointelegraph
